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Pode Levar Leite em Pó no Avião? Tudo Sobre Latas, Mamadeiras e Inspeção (introdução)

Atualizado em 14 de janeiro de 2026

Quando chega a hora de embarcar com um bebê, cada detalhe conta e a alimentação é sempre um dos maiores cuidados. Por isso, não é raro que os pais se perguntem o que realmente pode ou não levar no avião. 

Leite em pó, latas abertas ou fechadas, porta-doses, mamadeiras… tudo isso gera aquela incerteza típica de quem quer fazer tudo certo. No fim das contas, o objetivo é simples: garantir que a criança se alimente bem durante o voo e que a família viaje com a segurança de que nada vai faltar ou ser barrado no caminho.

A verdade é que transportar leite em pó é muito mais simples do que parece quando você entende o que dizem a ANAC, as companhias aéreas e as normas internacionais de segurança. Porém, cada aeroporto tem seu próprio nível de rigor, e isso pode surpreender viajantes desprevenidos.


Entendendo as Regras: Brasil x Exterior

Para viajar com leite em pó no avião, é essencial compreender como funcionam as regras no Brasil e em outros países. 

Embora a ANAC tenha normas relativamente flexíveis para o transporte de alimentos infantis, alguns aeroportos internacionais adotam medidas mais rígidas, especialmente quando o item está em pó. 

Certas autoridades podem exigir inspeção adicional ou até restringir latas abertas. Por isso, entender as diferenças ajuda a evitar surpresas.

O que a ANAC permite

A ANAC permite expressamente o transporte de leite em pó na bagagem de mão, independentemente da embalagem estar aberta ou fechada. 

A regra é simples: tudo que for destinado à alimentação do bebê durante o voo está liberado. Isso inclui leite em pó, fórmula infantil, porta-doses, mamadeiras com água e até alimentos prontos, desde que não ofereçam risco ao transporte aéreo.

A inspeção pode pedir para você retirar a lata ou o porta-doses da mochila para uma checagem visual, mas isso não costuma gerar problemas. 

Como se trata de um item essencial, o passageiro não precisa se preocupar com limite de 100 ml, já que a regra se completa apenas para líquidos e géis; o leite em pó é classificado como alimento sólido.

Na prática, a ANAC reconhece que a rotina de alimentação infantil não pode ser interrompida. Por isso, mesmo mamadeiras com água costumam ser liberadas, desde que fiquem claramente identificáveis.

O que muda em voos internacionais

Quando você embarca para o exterior, o cenário muda. Muitos aeroportos seguem diretrizes de segurança próprias, especialmente no que diz respeito ao transporte de pós acima de determinada quantidade. 

Países como os Estados Unidos, por exemplo, têm um protocolo específico para substâncias em pó com mais de 350 ml. Isso não impede o transporte, mas exige inspeção adicional.

Algumas autoridades preferem que as latas estejam fechadas, ainda que essa regra não seja aplicada de maneira uniforme. 

Mesmo assim, passageiros relatam que latas abertas também podem ser aceitas; a diferença é que provavelmente passarão por análise mais aprofundada no equipamento de detecção de substâncias.

Aeroportos mais rígidos: o que esperar

Alguns aeroportos ao redor do mundo são conhecidos pelo rigor na fiscalização. Isso não significa que vão barrar o leite em pó, mas sim que podem solicitar inspeções mais longas e detalhadas. 

O Panamá, por exemplo, já registrou casos de passageiros que tiveram latas retidas, mesmo com informações oficiais indicando permissão.

Nesses locais, espere solicitações como: abrir a mala, remover a lata, passar o produto por um detector específico ou responder perguntas sobre a finalidade do transporte. Essas etapas fazem parte de protocolos de segurança e não significam suspeita sobre o passageiro.

Se você estiver viajando com latas abertas, a inspeção tende a ser ainda mais minuciosa. Para minimizar riscos, o ideal é levar apenas o necessário na mala de mão e deixar o restante na bagagem despachada. Assim, você evita contratempos e acelera o processo de embarque.


Lata de Leite em Pó na Bagagem de Mão

Levar leite em pó na mala de mão é a forma mais segura de garantir a alimentação do bebê durante o voo. 

Além de ser permitido, é a melhor estratégia para evitar imprevistos como perda de bagagem, necessidade inesperada de alimentação ou mudanças no cronograma da viagem.

Levar latas abertas, fechadas e porta-doses

Tanto latas abertas quanto fechadas são permitidas na bagagem de mão, desde que destinadas ao bebê. Muitas famílias preferem levar o leite dividido em porta-doses, pois isso facilita o preparo durante o voo e reduz a manipulação de embalagens.

Latas fechadas tendem a passar mais rápido pela inspeção, mas não existe proibição para latas abertas. 

Porém, aeroportos mais rígidos podem solicitar análise extra. Nesses casos, dividir parte do leite em porta-doses pode ser uma excelente alternativa para agilizar o processo.

Porta-doses transparentes também ajudam, já que permitem que o agente visualize o conteúdo sem a necessidade de abrir. 

O importante é que tudo esteja limpo, bem fechado e acondicionado de forma organizada dentro da mochila. Isso demonstra cuidado e transmite mais confiança para a fiscalização.

Quantidade necessária para o trajeto

Quando se trata de quantidade, a regra é simples: leve o suficiente para o tempo total de viagem, incluindo atrasos, escalas e deslocamentos dentro do aeroporto. Não existe limite estabelecido pela ANAC, mas a recomendação é não carregar excesso desnecessário na mala de mão.

Muitos pais calculam a quantidade com base no consumo habitual do bebê e adicionam uma margem de segurança. Isso é essencial porque mudanças de rotina, sono e temperatura podem alterar os hábitos alimentares da criança durante a viagem. 

Procedimentos no raio-X

No raio-X, é comum que a equipe de segurança peça para retirar o leite em pó e outros itens infantis da mochila. Esse procedimento facilita a visualização do conteúdo e acelera a inspeção. Os agentes podem utilizar um equipamento específico para analisar substâncias em pó, especialmente em aeroportos internacionais.

Se você estiver com lata aberta, pode haver solicitação de inspeção adicional, mas isso não costuma tomar muito tempo. 

Em alguns aeroportos, o agente pode passar um pequeno papel detector nas mãos ou na embalagem para identificar qualquer resíduo suspeito. É um processo rápido, seguro e comum.

Organizar tudo de forma visível, com fácil acesso, ajuda bastante. Manter porta-doses no topo da mochila ou em compartimentos externos também faz diferença. 


Transporte na Bagagem Despachada

Despachar lata de leite em pó é permitido e pode ser uma excelente alternativa para quem precisa transportar grandes quantidades. 

Como a bagagem despachada não tem as mesmas restrições da mala de mão, você pode enviar embalagens abertas ou fechadas, assim como várias unidades. Ainda assim, vale seguir algumas boas práticas para evitar danos ou amassados durante o transporte.

Não há limite — mas há boas práticas

A bagagem despachada não possui restrição de quantidade para leite em pó. Isso significa que você pode levar mais unidades para longas viagens, estadias prolongadas ou caso o bebê consuma determinada marca que não é vendida no exterior.

Porém, excesso de peso ou volume pode gerar taxas extras, então é importante equilibrar o que vai despachado com o que fica na mala de mão. Lembre-se também de que o porão do avião está sujeito a movimentação e variações de temperatura, o que pode amassar embalagens mais frágeis.

Para evitar problemas, procure distribuir as latas entre as malas, especialmente se forem muitas unidades. Isso reduz o impacto caso uma mala seja extraviada e garante que você tenha parte do estoque disponível no destino.


Como proteger as latas

Latas de leite em pó podem amassar facilmente no transporte, principalmente durante o manuseio no aeroporto. Para evitar isso, coloque-as no centro da mala, envolvidas por roupas macias ou bolhas de ar. Essa proteção absorve impactos e mantém as embalagens intactas.

Situações imprevisíveis como atraso de voos podem fazer sua bagagem passar por um caminho mais longo dentro do aeroporto, aumentando o tempo de exposição a impactos. 

Por isso, uma proteção reforçada faz ainda mais diferença em viagens com escalas ou conexões apertadas.

Outra boa prática é identificar cada lata com nome, telefone e destino. Caso haja inspeção manual na mala despachada, isso facilita a identificação.

Se você transportar latas abertas, considere reforçar a tampa com fita adesiva para evitar que abra durante o trajeto. Pequenos cuidados assim garantem que o leite chegue ao destino exatamente como saiu de casa.


Leite em Pó em Conexões Internacionais

Conexões internacionais podem exigir mais atenção porque cada país tem suas próprias regras, especialmente quando se trata de pós. Embora o transporte seja permitido, o rigor na inspeção pode variar bastante, e isso impacta diretamente a experiência de quem viaja com bebês.

Estados Unidos: inspeção de pós

Os Estados Unidos aplicam um protocolo rigoroso para substâncias em pó acima de 350 ml. Isso vale para alimentos infantis, suplementos e outros itens similares. Leite em pó é permitido, mas pode passar por inspeção extra.

Em muitos casos, a equipe do TSA (agência de segurança americana) usa um equipamento específico para verificar se a substância é segura. As latas podem ser colocadas individualmente no scanner para análise.

Apesar do procedimento parecer complexo, ele costuma ser rápido e eficiente. A recomendação principal é deixar o leite acessível na mochila, evitando atrasos durante o processo de segurança.

Panamá: risco de retenção

O Panamá é um dos poucos países onde há relatos de retenção ou descarte de leite em pó na bagagem de mão. Isso ocorreu mesmo com passageiros apresentando embalagens originais ou porta-doses. Embora a Copa Airlines informe em seu site que o item é permitido, a fiscalização local nem sempre segue a regra de forma consistente.

O ideal é levar apenas o necessário na mochila e despachar o restante. Assim, você reduz o risco de perder uma lata inteira durante uma conexão rápida. Levar uma embalagem menor para o trajeto é uma estratégia prática e segura.

Como garantir que não será descartado

Para minimizar riscos, organize o leite em embalagens pequenas e deixe a lata maior na mala despachada. Leve também a embalagem original ou um rótulo que comprove a identidade do produto. Isso facilita a comunicação com a inspeção.

Mantenha tudo acessível e visível. Quanto mais fácil for analisar o item, maior a chance de ele ser liberado rapidamente. Se estiver viajando com mais de uma marca de leite, evite carregar tudo na mala de mão; mantenha apenas o essencial para o voo.


Mamadeiras com Água e Preparação no Voo

Mamadeiras também fazem parte da rotina de quem viaja com bebês, e a boa notícia é que elas são permitidas na bagagem de mão — inclusive com água. Isso facilita o preparo do leite durante o trajeto e evita a necessidade de buscar água quente a todo momento. Ainda assim, algumas recomendações podem facilitar bastante a experiência.

É permitido levar várias?

Sim, você pode levar várias mamadeiras com água, mesmo em voos internacionais. A regra de líquidos de 100 ml não se aplica quando o item é destinado a bebês. Isso permite que você carregue a quantidade necessária para todo o trajeto, incluindo escalas longas.

A inspeção pode pedir para ver as mamadeiras, mas isso não gera retenção. Em algumas situações, o agente pode testar a água rapidamente com um equipamento próprio, especialmente fora do Brasil. Levar as mamadeiras transparentes e já prontas é uma forma prática de agilizar o processo.

Viajar com mais de uma mamadeira também ajuda a economizar tempo, principalmente quando o bebê está com sono ou com fome. Assim, você evita correrias no avião e mantém a rotina da criança organizada.

Aquecer no avião

Os comissários podem aquecer a água da mamadeira mediante solicitação. Isso é especialmente útil em voos longos ou noturnos, quando o bebê precisa se alimentar com mais frequência.

Entretanto, nem todos os aviões possuem micro-ondas, e alguns utilizam água quente das próprias máquinas de bordo. Por isso, acostumar o bebê a tomar leite em temperatura ambiente pode evitar contratempos, já que nem sempre é possível aquecer exatamente como em casa.


Esterilização Prática Durante Viagens

A esterilização é uma parte importante do cuidado com o bebê, especialmente em viagens longas. A vantagem é que existem alternativas compactas e extremamente funcionais, como os esterilizadores em saco ou hotéis com mini-cozinha.

Usar esterilizador em saco

Os esterilizadores em saco são excelentes para viagens. Eles são leves, dobráveis e funcionam no micro-ondas, facilitando a esterilização rápida de mamadeiras e bicos.

Marcas como Avent e Nuk oferecem modelos resistentes, reutilizáveis e com capacidade para vários ciclos. Isso torna o processo prático, especialmente em hotéis que possuem cozinha compacta.

Se o local de hospedagem não tiver micro-ondas, separar mamadeiras já lavadas em sacos zip pode ser uma alternativa temporária até chegar a um ambiente adequado para esterilizar de forma completa.


Conclusão

Leite em pó, latas, porta-doses e mamadeiras fazem parte do kit essencial de viagem de qualquer família com bebês. A boa notícia é que praticamente tudo é permitido tanto na mala de mão quanto na mala despachada, desde que organizado da forma correta.

Conhecer as regras da ANAC, prever diferenças em aeroportos internacionais e se preparar para inspeções adicionais torna toda a experiência mais fácil. Com planejamento simples, como levar apenas o necessário na mochila e despachar o restante, você reduz riscos e garante tranquilidade mesmo em longos voos ou conexões.

Viajar com crianças exige atenção, mas também pode ser leve e prático. Quando você entende como transportar o leite em pó corretamente, tudo flui melhor, e o foco da viagem permanece no mais importante: aproveitar cada momento com seu bebê.


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