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Pode Levar Acetona no Avião? Regras, Proibições e Alternativas Seguras

Atualizado em 14 de janeiro de 2026

Antes de embarcar, sempre bate aquela hora em que a gente começa a separar tudo o que vai levar, maquiagem, cremes, esmaltes… e aí surge uma dúvida que aparece até entre viajantes experientes: posso levar acetona no avião? A confusão não é à toa. As regras de líquidos na bagagem de mão variam bastante e, dependendo do país ou até da companhia aérea, alguns produtos comuns no dia a dia acabam entrando na lista de itens restritos.

A acetona é um desses casos. Muita gente gosta de ter o removedor de esmalte por perto, seja para manter as unhas arrumadas durante a viagem ou para resolver algum imprevisto no meio do caminho. Só que, por ser uma substância inflamável, ela precisa ser tratada com mais atenção na hora de preparar a mala.

Entender o que é permitido evita que o item seja barrado no raio-X ou até descartado pela equipe de segurança. 

Por isso, antes de colocar tudo na nécessaire, vale conhecer as regras específicas para esse tipo de produto. Assim, você já viaja preparado, sem surpresas e sem prejudicar sua rotina de cuidados mesmo longe de casa.

Por Que a Acetona Gera Dúvidas Entre Viajantes?

A acetona aparece com frequência na lista de dúvidas porque, à primeira vista, ela parece apenas um produto comum de beleza. Se você pode levar shampoo, creme, perfume e desodorante, por que a acetona seria diferente? 

O problema é que esse item tem características químicas que o colocam em uma categoria completamente distinta: a de substâncias inflamáveis. 

E esse detalhe muda tudo. Muitos passageiros associam as regras de líquidos apenas ao volume permitido na bagagem de mão, sem imaginar que existem produtos totalmente proibidos, mesmo em quantidades mínimas. 

Outro ponto que confunde é que alguns removedores de esmalte são liberados, enquanto outros não e isso depende da composição química. 

Entenda por que itens de beleza costumam ser restritos

Itens de beleza parecem inofensivos, mas muitos deles carregam substâncias químicas que podem representar risco em ambientes controlados como a cabine de uma aeronave. 

Pense, por exemplo, em sprays de cabelo, perfumes com alto teor alcoólico ou esmaltes: todos são produtos que, em determinadas condições, podem gerar vapores inflamáveis. 

Essa característica coloca esses itens sob regras mais rígidas, tanto no Brasil quanto no exterior. A restrição não existe por exagero, mas porque aeronaves lidam com pressão, temperatura e oxigenação diferentes do ambiente terrestre. 

Riscos associados a produtos inflamáveis a bordo

Produtos inflamáveis podem reagir de forma imprevisível dentro de uma aeronave. A pressão da cabine, as variações de temperatura e a alta concentração de oxigênio criam condições ideais para que substâncias como acetona, solventes e determinados aerossóis se tornem um risco real. 

Em casos extremos, esses produtos podem liberar vapores inflamáveis capazes de gerar combustão. 

Embora a cabine seja um ambiente altamente controlado, basta um pequeno vazamento dentro da mala para que o cheiro forte da acetona se espalhe, o que já indica risco de vaporização. O porão de bagagem também é um local sensível. 

Por mais que sistemas modernos reduzam os riscos, artigos inflamáveis são proibidos justamente para eliminar qualquer possibilidade de acidente. 

Referências à legislação (RBAC) e regras internacionais

A proibição da acetona não é uma escolha aleatória das companhias aéreas. Ela está respaldada pelo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil, especialmente no RBAC 175.5, que trata do transporte de artigos perigosos. 

Esse regulamento determina que substâncias capazes de produzir chamas, calor, vapores tóxicos ou qualquer reação perigosa não podem ser transportadas em aeronaves civis. 

Além das regras brasileiras, normas internacionais como as da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) seguem a mesma linha. Em outras palavras, mesmo viajando para fora do país ou embarcando com empresas estrangeiras, a acetona continuará proibida. 

É um padrão mundial. Isso facilita o entendimento do passageiro e deixa claro que a restrição não tem exceção. Seguir essas diretrizes garante um transporte seguro e reduz significativamente o risco de incidentes envolvendo produtos químicos sensíveis.


Pode Levar Acetona no Avião?

Antes de qualquer coisa, é importante esclarecer o ponto principal: não, a acetona não pode ser levada no avião, seja na mala de mão ou na bagagem despachada. A proibição é categórica porque a acetona está na lista de líquidos inflamáveis, um dos grupos mais restritos da aviação. 

Mesmo um frasco pequeno, desses que cabem em qualquer nécessaire, é impedido de embarcar. Isso acontece porque a segurança de voo não permite o transporte de nenhum artigo que possa reagir com o ambiente pressurizado ou liberar vapores perigosos. Ao mesmo tempo, muitos passageiros acreditam que, por ser um item de uso cotidiano, as autoridades fariam alguma exceção, mas isso não ocorre. 

Por que a acetona é proibida (inflamável + risco de explosão)

A acetona é extremamente inflamável e evapora com facilidade. Isso significa que, mesmo em contato com o ar, ela libera vapores que podem combustionar rapidamente. 

Em uma aeronave, onde o ambiente é controlado e a circulação de ar é diferente do solo, esse comportamento se torna ainda mais perigoso. Em situações extremas, o acúmulo de vapores poderia gerar incêndio ou explosão, algo impensável dentro de um voo. Por mais que a probabilidade pareça mínima, o padrão de segurança aérea não permite margens de risco quando o assunto envolve substâncias químicas instáveis.

O que diz o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC 175.5)

O RBAC 175.5 deixa claro que substâncias capazes de reagir perigosamente, liberar vapores inflamáveis ou produzir calor não podem ser transportadas em aviões civis. Como a acetona cumpre todos esses critérios, ela entra diretamente na classificação de artigos perigosos. 

O RBAC se baseia nas diretrizes internacionais da IATA e é aplicado por todas as companhias aéreas que operam no Brasil. Isso significa que não existe brecha, exceção ou variação entre empresas. 

Mesmo que o passageiro esteja levando uma quantidade mínima para retoques rápidos durante a viagem, a regra continua a mesma: o produto é proibido tanto na cabine quanto no porão. 

O objetivo da legislação é simples: eliminar qualquer risco que possa comprometer a segurança geral do voo, garantindo um transporte mais seguro para todos.

Diferença entre produto inflamável x produto restrito

Nem todo produto restrito é totalmente proibido. Perfumes, sprays e cosméticos, por exemplo, são restritos, mas permitidos dentro de limites específicos. Já a acetona faz parte de uma categoria mais severa: a de produtos inflamáveis de alto risco. 

Isso significa que ela não está apenas sujeita a regras de quantidade; ela é banida do transporte. 

A confusão costuma surgir porque alguns passageiros associam a restrição apenas ao volume de líquidos permitido na cabine, mas o que define a proibição é a composição química, e não o tamanho do frasco. 

Um perfume forte pode ter álcool, mas é classificado como produto de higiene pessoal, permitindo sua entrada em frascos pequenos. Já a acetona, pela sua alta volatilidade e inflamabilidade, entra em um grupo onde não há exceções. Entender essa diferença ajuda a evitar problemas e facilita a organização da bagagem.


Bagagem de Mão: O Que É Permitido e Onde a Acetona se Enquadra

A bagagem de mão costuma ser o espaço onde o passageiro leva os itens mais usados no dia a dia, desde eletrônicos até produtos de higiene pessoal. A ANAC permite a entrada de líquidos em frascos de até 100 ml, desde que todos estejam juntos dentro de uma embalagem transparente, respeitando o limite total permitido. 

Isso faz muitas pessoas acreditarem que a acetona poderia entrar nesse grupo. Porém, não é o caso. Mesmo frascos minúsculos de acetona são vetados, justamente porque a regra dos 100 ml vale apenas para substâncias permitidas. 

Regras gerais da ANAC para líquidos na cabine

As regras para transporte de líquidos na cabine exigem que cada frasco tenha, no máximo, 100 ml, e que todos os itens juntos caibam em uma embalagem transparente de até 1 litro. Isso vale para cremes, perfumes, pasta de dente, gel, enxaguantes, entre outros produtos de higiene. 

A ideia é facilitar a inspeção do raio-X e reduzir o risco de substâncias desconhecidas passarem despercebidas. Líquidos maiores devem obrigatoriamente ser despachados, salvo exceções médicas ou infantis devidamente comprovadas. Essas normas seguem padrões internacionais e são adotadas tanto em voos nacionais quanto internacionais. 

Por que a acetona não entra nas exceções

A acetona está fora de todas as exceções porque é considerada um líquido inflamável de alto risco e essa categoria é excluída de qualquer flexibilização. As exceções da ANAC são focadas em necessidades essenciais, como saúde, alimentação infantil ou itens adquiridos em áreas seguras do aeroporto. 

Já a acetona não atende nenhuma dessas condições. Mesmo versões menores, diluídas ou em embalagens reforçadas continuam proibidas. Outro ponto importante é que o cheiro forte da acetona facilita a identificação de um vazamento, e qualquer ocorrência desse tipo dentro da cabine pode gerar pânico entre os passageiros. 


Bagagem Despachada: Por Que a Acetona Também Não Pode Ir no Porão

Muitos passageiros acreditam que a solução seria simplesmente despachar a acetona, já que os limites de líquidos são mais flexíveis na mala despachada. Mas isso é um equívoco. Produtos inflamáveis proibidos na cabine também são proibidos no porão. 

O motivo é que a bagagem despachada enfrenta condições ainda mais sensíveis, como temperaturas mais baixas, variações de pressão e movimentação intensa durante todo o trajeto da aeronave. 

Nessas circunstâncias, uma substância altamente volátil como a acetona representa um risco ainda maior. 

Por isso, as companhias aéreas são orientadas a barrar completamente o transporte desse tipo de item. Mesmo embalagens lacradas, novas ou bem vedadas continuam sem permissão.

Riscos de temperatura, pressão e combustão no porão

O porão das aeronaves não é apenas um depósito de malas. Ele passa por mudanças de temperatura que podem variar consideravelmente ao longo do voo, além de alterações de pressão. Essas condições impactam diretamente substâncias químicas sensíveis. 

No caso da acetona, sua alta volatilidade faz com que evapore rapidamente quando submetida a variações extremas. A combinação de vapores inflamáveis com oxigenação e componentes eletrônicos do avião pode resultar em risco real de combustão. 

Embora incidentes sejam raros, as companhias aéreas seguem o princípio da prevenção absoluta, preferindo proibir totalmente o transporte. Em outras palavras, o porão não é um ambiente seguro para produtos inflamáveis, e é justamente essa análise técnica que sustenta a proibição.


Alternativas Seguras e Permitidas para Substituir a Acetona

A boa notícia é que existem alternativas seguras e liberadas pela ANAC para quem precisa cuidar das unhas durante uma viagem.

Em vez de tentar burlar regras ou correr o risco de perder um item no raio-X, vale considerar opções menos agressivas, mais práticas e totalmente permitidas tanto na cabine quanto na mala despachada. 

Removedores sem acetona, lencinhos individuais e até lixas especiais resolvem situações de emergência sem gerar complicações. 

Muitos aeroportos contam com lojas e free shops que vendem produtos adequados para o transporte. Entender essas alternativas facilita o planejamento e garante que você mantenha sua rotina de cuidados sem comprometer a segurança.

Removedores de esmalte sem acetona

Os removedores sem acetona são a alternativa mais prática e segura. Eles não possuem substâncias inflamáveis e, portanto, são liberados para transporte dentro das regras normais de líquidos. 

Você pode levar frascos de até 100 ml na bagagem de mão ou quantidades maiores na mala despachada. Esses removedores também costumam ser menos agressivos para as unhas e para a pele, oferecendo uma experiência mais suave. 

Marcas modernas usam fórmulas com óleos hidratantes ou fragrâncias leves, tornando o produto mais agradável para uso durante a viagem. 

Se você precisa de um removedor confiável para retoques ou imprevistos, essa é a solução ideal. Vale apenas se certificar de que o rótulo indica claramente a ausência de acetona, para evitar qualquer confusão durante a fiscalização.

Lencinhos removedores (compactos e aceitos no voo)

Os lencinhos removedores são extremamente práticos, principalmente para viagens curtas. Como eles vêm umedecidos com soluções não inflamáveis, são permitidos tanto na bagagem de mão quanto na despachada.

Ocupam pouco espaço e podem ser levados na bolsa, no bolso ou na nécessaire. Esses lencinhos resolvem pequenos problemas, como esmalte descascado ou necessidade de remoção rápida. 

Outra vantagem é que não há risco de vazamento, o que elimina uma preocupação comum ao transportar líquidos. Para passageiros que desejam evitar qualquer tipo de questionamento na inspeção ou precisam de uma alternativa rápida, os lencinhos são uma excelente escolha.

Lixas descartáveis para emergências

As lixas descartáveis são uma solução simples, barata e totalmente segura. Embora não removam o esmalte por completo, elas ajudam a disfarçar descascados, ajustar pontas quebradas e manter o acabamento das unhas até que você encontre um removedor adequado no destino. 

Como não são líquidas nem inflamáveis, podem ser levadas sem restrições na bagagem de mão ou despachada. Outro benefício é que ocupam praticamente zero espaço, permitindo que você leve várias unidades para uso durante a viagem. 

Para quem gosta de viajar leve, as lixas são uma alternativa eficiente para evitar imprevistos. Mesmo que não substituam a remoção completa do esmalte, elas resolvem diversos problemas de forma imediata.

Em situações mais complicadas, como atrasos longos ou até cancelamento de voos, ter uma solução prática como essa na bolsa ajuda a manter a aparência em ordem sem depender de produtos proibidos ou difíceis de encontrar no aeroporto.

Onde comprar removedores seguros no aeroporto (tax free, lojas internas)

Se você preferir não levar nada de casa, muitos aeroportos oferecem lojas especializadas em beleza e farmácias onde é possível comprar removedores sem acetona. Essas lojas seguem normas rígidas e só vendem produtos autorizados para embarque. 

Em áreas de embarque internacional, o free shop também é uma opção interessante, pois costuma oferecer kits de viagem já dentro do padrão permitido. Isso evita qualquer risco de ter o produto retido no raio-X.


Como Evitar Problemas no Raio-X e na Inspeção de Bagagem

Organizar a bagagem de forma inteligente faz toda a diferença para evitar contratempos no aeroporto. Saber o que é permitido e como cada item deve ser armazenado aumenta muito as chances de passar pela inspeção sem atrasos. 

Produtos de beleza, quando mal organizados, podem gerar sinal de alerta no raio-X, levando à inspeção manual. Deixar itens proibidos na mala, como a acetona, resulta em retenção imediata. 

Por isso, entender como preparar a nécessaire e como agir caso algum agente solicite verificação adicional ajuda a tornar todo o processo mais tranquilo e rápido.

Como organizar os itens de beleza

A melhor forma de organizar produtos de beleza é separá-los por categoria e armazená-los em nécessaires transparentes. Isso facilita a inspeção visual e evita confusão durante o raio-X. 

No caso de líquidos permitidos, mantenha apenas frascos de até 100 ml na bagagem de mão, sempre dentro do saquinho transparente de 1 litro. 

Cremes, perfumes e géis devem ser bem vedados para evitar vazamentos. Já itens sólidos, como lixas e palitos, podem ficar em compartimentos externos da mala, pois são facilmente identificados. 

Evite misturar objetos pontiagudos com líquidos, pois essa combinação pode chamar atenção desnecessária na inspeção. Quanto mais claro for o arranjo dos seus produtos, mais rápido será o processo.

O que fazer se o agente pedir inspeção manual

A inspeção manual acontece quando o raio-X detecta algo que precisa ser verificado. Nesse caso, o agente pode pedir que você abra a mala e retire determinados itens. O ideal é manter uma postura colaborativa e indicar exatamente onde estão os produtos. Se você estiver com itens permitidos dentro das regras, não terá qualquer problema. 

Agora, se tiver esquecido algum produto proibido, como a acetona, o item será retido imediatamente. 

O agente pode explicar o motivo e solicitar que você descarte a substância no próprio aeroporto. Para evitar esse tipo de situação, revise sua nécessaire antes de sair de casa. Quanto mais preparado você estiver, menor a chance de atrasos na inspeção.

Itens que podem ser retidos se estiverem fora do padrão

Diversos itens podem ser retidos durante a inspeção se não atenderem às regras de segurança. Frascos acima de 100 ml na bagagem de mão, aerossóis não permitidos, líquidos inflamáveis e objetos pontiagudos são alguns exemplos. 

No caso dos produtos de beleza, esmaltes, sprays e removedores devem seguir as normas da ANAC. 

A acetona, por estar totalmente proibida, será automaticamente confiscada. Vale destacar que itens retidos não são devolvidos ao passageiro, pois são tratados como resíduos perigosos. Por isso, revisar rótulos e quantidades é essencial. 

Produtos fora do padrão podem atrasar o fluxo de inspeção, afetando até mesmo o horário de embarque. Organização e conhecimento das regras evitam esse tipo de transtorno.


Conclusão: Viajar com Segurança e Sem Surpresas

Na correria de arrumar a mala, a nécessaire costuma ser um dos últimos itens a receber atenção e é justamente aí que surgem os maiores problemas no aeroporto. 

A acetona, por exemplo, parece inofensiva, mas não pode viajar com você de jeito nenhum. Por ser um produto altamente inflamável, ela é barrada tanto na bagagem de mão quanto na despachada, sem exceções.

Saber disso antes de sair de casa evita constrangimentos no raio-X e impede que você perca o produto logo na entrada da área segura. 

A boa notícia é que ninguém precisa abrir mão dos cuidados com as unhas durante a viagem. Há alternativas práticas e liberadas pelas regras de aviação: removedores sem acetona, lenços removedores e até kits simples de lixa resolvem qualquer emergência com esmalte.

Organizar a nécessaire com consciência, respeitar as normas da ANAC e fazer uma última checagem antes de fechar a mala garantem um embarque mais rápido e livre de estresse. 

Afinal, quando você entende o porquê das regras e escolhe opções seguras, tudo se encaixa e sua experiência de viagem fica muito mais tranquila do início ao fim.


79% dos passageiros não conhecem os próprios direitos. Não seja um deles.

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